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quarta-feira, 14 de julho de 2010

Troca de Saberes termina hoje

Durante a tarde de hoje (14) a tenda Troca de Saberes encerrou suas atividades com a Socialização Geral na tenda central. No local foram avaliadas as atividades dos três dias de trocas de saberes entre o meio acadêmico e os produtores rurais participantes da Semana do Fazendeiro. Foram aproximadamente 140 participantes, incluindo os jovens da II Semana de Juventude Rural que participaram de dois dias.
Trabalhadores rurais, universitários e professores puderam relatar suas experiências ao longo da semana, além de fazerem discussões para propostas futuras, que serão encaminhadas à Universidade Federal de Viçosa, tais como a criação de uma Semana de Agricultura Familiar, Semana de Agroecologia e ações para uma educação popular, visando a maior participação da comunidade.
Niuton Teotônio Lopes, mais conhecido como “Seu Neném”, é agricultor familiar da cidade de Araponga, participou pela segunda vez da tenda Troca de Saberes. Ele aponta que a diferença da tenda para os outros cursos começa pelo nome “troca”. “Não é apenas nos repassado alguma coisa. Aqui nós ensinamos e aprendemos ao mesmo tempo”, afirma Seu Neném.
Ele afirma ainda que gostou de todas as rotas e instalações pedagógicas apresentadas pela Troca de Saberes, mas a que mais lhe chamou a atenção foi a rota “A Liberdade é Vermelha”. Nela o reaproveitamento e o mínimo de desperdício foram destaques para o agricultor. “Se todo mundo desperdiçasse menos a miséria terminaria”, destaca sobre a forma como, por exemplo, estruturas físicas podem ser reaproveitadas sem a necessidade de abandono e demolição, gerando novas construções, como foi visto no Grupo de Agroecologia Orgânica (GAO) em que ambientes antes não utilizados passaram a ser aproveitados.
Esse é o segundo ano que a Tenda Troca de Saberes funciona dentro da Semana do Fazendeiro, sendo que o ano passado foi apenas um dia, ampliando para três neste. A atividade é de responsabilidade do Programa de Extensão Universitária Teia e a Assessoria de Movimentos Sociais, contando com o apoio de várias organizações da Zona da Mata Mineira, como o Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Movimentos Sociais e do Centro de Tecnologias Alternativas.

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