Páginas

quarta-feira, 4 de junho de 2014

UFV realiza 85ª Semana do Fazendeiro

A 85ª Semana do Fazendeiro acontecerá, no campus Viçosa da UFV, de 26 de julho a 1º de agosto. Com o tema Agricultura, clima e meio ambiente, a edição deste ano discutirá formas para fortalecer a sustentabilidade socioeconômica do meio rural. Para isso, como acontece tradicionalmente, vão ser oferecidos cursos, workshops, dias de campo e clínicas tecnológicas. Os circuitos do Leite e do Café também estarão de volta, trazendo abordagens práticas para os produtores.

A programação contará ainda com o projeto Troca de Saberes, uma oportunidade de aliar o conhecimento técnico ao popular. Haverá também exposições, estandes com projetos da UFV e de seus parceiros e feiras de artesanato e de produtos agrícolas, além de ampla programação cultural.

As inscrições já começaram e poderão ser realizadas até dia 4 de junho, via Correios, e, de 18 de junho a 11 de julho, pela internet.

A programação completa está disponível no site da 85ª Semana do Fazendeiro: www.semanadofazendeiro.ufv.br .


domingo, 27 de outubro de 2013

84ª Semana do Fazendeiro capacita e leva lazer à família rural

Mais uma vez a Semana do Fazendeiro, que aconteceu de 14 a 20 de setembro, cumpriu a sua função de capacitação, além de levar lazer e proporcionar bons encontros a quem esteve em Viçosa. Segundo a Pró-reitoria de Extensão e Cultura, organizadora do evento, cerca de 10 mil pessoas circularam por dia no campus Viçosa para participar de cursos, visitar as feiras de artesanato e de equipamentos agrícolas e implementos, se divertir nos shows, assistir a filmes e saborear a comida da praça de alimentação.

Em sua 84ª edição, a Semana do Fazendeiro recebeu 3.112 inscrições: 1.582 foram de produtores rurais que participaram dos 257 cursos de capacitação, entre dias de campo, workshops e clínicas tecnológicas; 430 de agricultores familiares que estiveram na Troca de Saberes; 250 de jovens para a 5ª Semana da Juventude Rural e 850 de mulheres para a inédita Semana da Mulher Rural.

Todas essas atividades foram pensadas para contemplar o tema central do evento: Família Rural: a perspectiva da vida no campo. O objetivo foi estender a capacitação, levando novos conhecimentos e tecnologias a todos os segmentos da família. Isso porque, como disse o pró-reitor de Extensão e Cultura, Gumercindo Souza Lima, homens, mulheres e jovens somente devem sair do campo se tiverem vontade, e não por falta de estrutura, acesso a recursos e conhecimentos. “O desenvolvimento tem que ser para todos”.

Para o pró-reitor, o balanço que se faz da 84ª Semana do Fazendeiro é positivo tanto na infraestrutura, quanto no número de participantes e na qualidade dos cursos. Para o próximo ano, ele acredita que a organização do espaço será um dos fatores a ser reconsiderado em função do aumento da estrutura do evento, que, este ano, foi significativo na área de estandes, tendas e exposições em locais abertos.

Parceiros

Para a realização da Semana do Fazendeiro, o professor Gumercindo ressalta a importância de parceiros como a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater/MG), que, além de ter dividido com a UFV a coordenação das semanas da Juventude Rural e da Mulher Rural, ministrou cerca de 30 cursos. O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae/MG) também participou da realização da 14ª Clínica Tecnológica e dos circuitos do Leite e do Café.

Este ano, o evento contou ainda com a presença do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), com um estande do programa Mais Alimentos, que faz parte do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e alia as políticas de assistência técnica e de crédito. O programa Mais Alimentos trouxe para a Semana do Fazendeiro o seu “Feirão”, que teve como objetivos levar inovação tecnológica aos pequenos produtores, facilitar o trabalho e aumentar a produção. Foram 16 empresas representantes do setor de máquinas e implementos agrícolas, vinculadas à Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e ao Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do Rio Grande do Sul (Simers).

Além da capacitação, marca registrada da Semana do Fazendeiro, os participantes contaram com uma programação cultural que envolveu exibição de filmes e shows com artistas locais, da região e também de um pouco mais longe, como o Gaúcho da Fronteira (RS) e Neguinho da Beija-Flor (RJ). Houve ainda leilões, concursos de marchas equestres e, pela primeira vez, o Encontro Sobre Antigomobilismo de Viçosa (ESAV), que levou ao campus cerca de cem veículos antigos, entre carros, motos e tratores fabricados há, no mínimo, 30 anos em bom estado de conservação.

Por tudo isso, a reitora Nilda de Fátima Ferreira Soares considera que o evento mais uma vez tenha cumprido a sua missão de “gerar, difundir e absorver conhecimentos”. Segundo ela, “foi gratificante ver que tudo ocorreu com tranquilidade”. Ela ressalta que “realizar ações em prol da sociedade - a essência da extensão universitária - conduz a UFV dentro dos compromissos norteadores de uma  instituição que busca transformar o ambiente em que está inserida”. Para a reitora, “capacitar os agricultores é, com certeza, contribuir com o desenvolvimento”.

Nas fotos, alguns registros das atividades da Semana. 


(Adriana Passos – Fotos: Daniel Sotto Maior)

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Semana da Juventude Rural é bem avaliada pelos participantes

Os jovens da 5ª Semana da Juventude Rural receberam seus certificados de participação, na sexta-feira (20). A grande maioria, que veio pela primeira vez ao evento, voltou para casa motivada. Vander Guedes Gonçalves veio de Guaraciaba e disse ter gostado muito: “além de não ser um evento voltado apenas para o campo, desperta o interesse pelo meio rural, que, muitas vezes, o jovem perde quando vai para a cidade”. Ele explicou que, após a semana, irá voltar para a terra da família com mais vontade de trabalhar e com o aperfeiçoamento adquirido.

Michael da Silva Siqueira, do município de Lajinha, disse que aprendeu bastante sobre pomar e pragas com os cursos. Os pais dele são produtores de café e o conhecimento adquirido na semana será utilizado diretamente na propriedade, para onde ele volta “mais encorajado e animado”. Samira Aparecida Costa, de Rio Pomba, contou que fez os cursos de Agroindústria, Cafeicultura e Pomar e que irá passar o aprendizado adquirido para o pai, que trabalha em propriedades de outros produtores. Além disso, irá “ensinar a mãe a fazer tijolo”.

A coordenadora de Bem-estar Social da Emater e da Semana da Juventude Rural, Margareth do Carmo Cruz Guimarães, agradeceu o apoio da equipe da UFV envolvida e dos extensionistas de cada unidade regional que acompanhou os jovens dos municípios da região.


(Bárbara Albuquerque, bolsista)

Semana do Fazendeiro oferece novas oportunidades a produtores rurais

Apesar de ter apenas sete dias, a Semana do Fazendeiro continua beneficiando os produtores rurais durante todo o ano. Além dos conhecimentos adquiridos, que poderão ser aplicados no dia a dia do campo, garantindo melhorias na produção, o evento também oferece aos agricultores novas perspectivas e oportunidades de ampliar seus negócios. Na sexta-feira (20), último dia da 84ª Semana do Fazendeiro, a produtora de café Jucélia Santana, de São Miguel do Anta (a 25 quilômetros de Viçosa) deu um importante passo em direção ao sonho de adquirir um novo implemento agrícola.

Um contrato firmado entre a agricultora e o Banco do Brasil, por meio do programa Mais Alimentos, do governo federal, permitirá que os dias de chuva não atrapalhem mais o processo de secagem dos grãos de café depois da colheita. Com o benefício financeiro adquirido, Jucélia comprará um secador de café, que não só diminuirá a necessidade de mão de obra, escassa no mercado, como também deixará o trabalho mais ágil. “Vai ajudar muito na qualidade do produto, porque, às vezes, a gente pega um período de muitas chuvas. Secando mais rápido, a tendência do produto é ser melhor”, explicou.

Esta foi a primeira vez que o Mais Alimentos esteve presente na Semana do Fazendeiro. Para o pró-reitor de Extensão e Cultura da UFV, Gumercindo Souza Lima, o programa possui grande importância para a região da Zona da Mata, por ser essencialmente formada por agricultores familiares. Além disso, ele destacou a importância dessas iniciativas para a Universidade: “estamos contribuindo com o desenvolvimento da agricultura na região”.

O Mais Alimentos
O programa Mais Alimentos faz parte do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e alia política de assistência técnica e política de crédito. De acordo com o seu coordenador operacional, Marco Aurélio Lelis Lopes, o objetivo é financiar máquinas e equipamentos para agricultores familiares.




(Erika Vieira, bolsista)

sábado, 19 de outubro de 2013

Projeto Carbono Zero participa pela quarta vez da Semana do Fazendeiro

Desde 2010, o Projeto Carbono Zero vem trabalhando na quantificação da emissão de carbono durante a Semana do Fazendeiro. Neste ano, além da quantificação, está sendo testado um novo sistema de cálculo de balanço de carbono. De acordo com o coordenador do projeto, Laércio Antônio Gonçalves, professor do Departamento de Engenharia Florestal (DEF), a proposta é quantificar todas as fontes de geração de carbono em uma propriedade rural. Isso significa saber, por exemplo, a emissão de metano durante o processo de digestão do gado; a emissão de óxido nitroso pela utilização de adubos ou a emissão de gás carbônico por meio do gasto de combustível fóssil gerado com o consumo de diesel ou gasolina em tratores ou equipamento. 

O proprietário também poderá quantificar a absorção do gás carbônico, calculando os hectares de floresta dentro da propriedade. Assim, “todos os dados são transformados em uma medida equivalente e o produtor terá um balanço da sua propriedade, que pode ser positivo ou negativo, dependendo da quantidade de gás carbônico que ele está sequestrando por meio das árvores plantadas ou pela manutenção da floresta nativa”.

O interessante, conforme Laércio, é que, ao final do cálculo, o produtor terá um número exato de árvores de crédito ou de débito. Ou seja, o que ele precisará plantar para neutralizar a emissão do gás. O professor Laércio conta, que “as florestas, em fase de crescimento, têm maior estocagem de carbono do que uma floresta em fase adulta, em clímax”. O dado médio utilizado no cálculo para as espécies nativas é de oito quilos de gás carbônico por ano para cada planta. Para Eliana Boaventura, mestranda do Programa de Pós-graduação em Ciências Florestais, na área de Florestas e Mudanças Climáticas, essa produção “livre” de gás carbônico, conhecida como “carbono neutro”, além de favorecer o meio ambiente, também “pode ser uma estratégia de marketing para o produto no mercado”.

Outra parte do projeto, que quantifica as emissões geradas na realização da Semana do Fazendeiro, é o plantio de mudas no Espaço Aberto de Eventos da UFV, a fim de neutralizar a emissão durante o evento. Atualmente, já são cerca de mil mudas. As plantadas no ano passado estão com cerca de 50 centímetros; já as mudas de 2010 estão medindo em torno de um metro. O espaço é aberto à visitação e, durante todo ano, tem o monitoramento e controle de crescimento feito por estudantes participantes do projeto.

Além destes trabalhos, o Carbono Zero agrega vários outros projetos de quantificação de emissão do gás em florestas de eucalipto, em pastagens e em florestas nativas. O projeto é uma iniciativa da Pró-reitoria de Extensão e Cultura (PEC), em parceria com o DEF, e é coordenado pelo professor Laércio e pela mestranda Eliana, com a participação de mais 12 estudantes da graduação. 

(Bárbara Albuquerque, bolsista)

Novamente minifazenda chama a atenção e atrai grande público

Pelo terceiro ano consecutivo, a minifazenda está se destacando como uma das principais atrações da Semana do Fazendeiro. Em um espaço de 400 metros quadrados, o público está podendo ver de perto diversos animais, dentre eles miniaturas de pôneis, coelhos, cabritos e lhamas.


Nesta edição, a minifazenda ganhou uma programação lúdica e educativa, elaborada pela equipe do curso de Educação Infantil, LudiC-art. Durante toda a semana, ela vem oferecendo oficinas artísticas, jogos, brinquedos de sucata e contação de história para as crianças que passam por ali. Os temas abordados têm sido reciclagem e família rural. Segundo os organizadores, até o encerramento das atividades cerca de 3 mil crianças terão visitado o espaço, 1.200 viindas de 17 escolas de regiões mais distantes do centro de Viçosa e previamente agendadas.

Além dos animais e das atividades lúdicas, uma parceria com a Polícia Ambiental tem garantido que os visitantes participem de pequenas palestras sobre educação ambiental, nas quais aprendem, por exemplo, sobre como diferenciar animais exóticos de silvestres e como identificar os peçonhentos. De acordo com o sargento Eribaldo, o espaço é uma oportunidade de difundir conceitos de educação ambiental e divulgar a legislação ambiental de maneira mais descontraída.

A coordenadora da minifazenda, Isabel Gonçalves, conta que "todos os visitantes, ao frequentar o espaço, saem encantados e empolgados com a oportunidade de interação com os animais’’. Um exemplo é a estudante Raquel Silva, da Escola Professor Paulo Mário Del Giudice, que ficou impressionada com a lhama e o minicavalo. "Gostei tanto que quero voltar no ano que vem’’, prometeu.

(Coordenadoria de Comunicação Social)

Ministério do Desenvolvimento Agrário participa da Semana do Fazendeiro

O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) está presente na 84ª Semana do Fazendeiro com o estande do programa Mais Alimentos, que faz parte do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e alia política de assistência técnica e política de crédito. De acordo com o seu coordenador operacional, Marco Aurélio Lelis Lopes, o objetivo é financiar máquinas e equipamentos para agricultores familiares. Assim, o MDA contribui para a redução do custo e aumento da produtividade e para que esses agricultores continuem no campo. 

Marco Aurélio destacou que o contato entre o programa e o seu público é feito, principalmente, por meio de entidades de Assistência Técnica de Extensão Rural (Ater), como a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater). Outras três entidades parceiras do Mais Alimentos são: Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do Rio Grande do Sul (Simers), que também estão em Viçosa nesta semana.

Esse é o tipo de informação que o MDA leva aos participantes de eventos como a Semana do Fazendeiro. “Imagina um agricultor familiar poder comprar um produto, pagar em até 10 anos, ter três anos de carência e pagar 2% de juros”, Marco Antônio exemplificou. “Hoje, isso é possível e com um índice de inadimplência de 1.9%, o que nos dá segurança para avançar nessa política de crédito”, completou. Segundo o coordenador, o programa tem mais de 400 grandes e pequenas empresas parceiras, inclusive uma de Viçosa.

O apoio da UFV na transferência de tecnologia foi outro ponto abordado por Marco Aurélio. Ele aproveitou a ocasião para conversar com professores do Departamento de Engenharia Civil sobre o PAC Equipamentos – de recuperação de estradas – e asfaltamento. “Estamos atendendo a 5.071 cidades com menos de 50 mil habitantes ou em situação de emergência. Espero que a Universidade possa nos ajudar”.

Feirão de máquinas e implementos agrícolas
 
O programa Mais Alimentos trouxe para a 84ª Semana do Fazendeiro o seu “Feirão”, que tem como objetivos levar inovação tecnológica aos pequenos produtores, facilitar o trabalho e aumentar a produção. São 16 empresas representantes do setor de máquinas e implementos agrícolas – vinculadas à Abimaq, à Anfavea e ao Simers. Segundo Marco Aurélio, foram trazidos equipamentos voltados para as principais atividades da região, produção de leite e de café. “Pelo conhecimento da Zona da Mata, a ideia era trazer equipamentos menores, mas que fossem eficientes para a agricultura familiar”.

Além deles, veículos maiores, como tratores, plantadeiras e transportes de carga, também podem ser vistos nos estandes. “São máquinas tradicionais e também necessárias aos pequenos produtores, por isso tentamos incluir transportes de carga e equipamentos de agregação de valor”, explicou Marco Aurélio.


Por entender que se trata de uma região com grande potencial, o programa planeja ampliar sua participação na Semana do Fazendeiro. “Fazendo um balanço, este ano foi muito produtivo e tivemos muitas visitas dos produtores aos equipamentos. A ideia é que, no ano que vem, a gente traga o dobro ou mais empresas do setor”, conclui o coordenador operacional. 


(Izabel Morais e Erika Vieira, bolsista)